sábado, 3 de dezembro de 2011

O que você fará?

Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas aborreço, isso faço.
Romanos 7.15

Muitos filhos de Deus vivem um grande dilema. Quando estão sóbrios, desfrutam da presença de Deus na vida e sabem que não devem praticar certos atos. Na verdade, quando os praticam, sentem-se as pessoas mais miseráveis de toda Terra. Com o coração cheio de tristeza, arrependem-se verdadeiramente, prometendo ao Senhor que jamais voltarão a cometer o erro.

No entanto, quando a tentação chega, com seus desejos e clamores, simplesmente, não conseguem resistir e caem novamente.
O que há de errado com essas pessoas?

No versículo citado acima, Paulo faz uma confissão espantosa. Ele, o grande apóstolo, demonstrou, pelo que escreveu, ter vivenciado o mesmo drama que muitas pessoas têm experimento.Entendemos que esse é um problema comum a todos os filhos de Deus por estarmos ainda na carne. Alguns um pouco mais, outros um pouco menos, mas de modo geral, todos temos de lutar contra nossa natureza humana.O capítulo sete de Romanos nos ajuda a entender melhor esse assunto. Abaixo encontram-se alguns personagens bíblicos que servem para ilustrar a realidade e facilitar nossa compreensão de como lidar com problema.

Saul, um caso extremo - Percebemos na vida de Saul, o primeiro monarca de Israel, a que extremo pode chegar uma pessoa. Por isso reprovado pelo Senhor para que não continuasse a reinar sobre o povo de Deus, por causa da desobediência e de suas contínuas ações más, um demônio se apossou dele, fazendo-o tomar atitudes muito estranhas. Tudo começou quando as mulheres de Israel – felizes com o surgimento de um novo herói, Davi, que foi instrumento de Deus para Livrar aquela nação entoaram cantos em réplica, cujas letras que Davi fizera dez vezes mais do que Saul (I Sm 18.7). O rei então enciumado, decidiu tirar a vida de Davi: E, desde aquele dia em diante, Saul tinha Davi em suspeita. E Saul atirou a lança, dizendo: Encravei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes (I Sm 18.9,11).

Davi não resistiu - Há uma mancha no caráter daquele que o Senhor Deus chamou de um homem segundo o Seu coração.
Davi, o segundo rei dos hebreus - aquele que teve seus feitos heróicos entoados em versos-, em uma certa tarde, ao despertar do sono pós-almoço, foi dar um passeio na varanda de sua casa. De lá, viu uma mulher bonita e descuidada, que se banhava ao ar livre. O rei Davi não se conteve e não mediu esforços para possuir aquela mulher. Como sempre acontece - e a Bíblia disso nos adverte-, um abismo chama outro abismo (Sl 42.7a), de modo que o desfecho de tal ato foi a morte vil (arquitetada com requintes de extrema maldade pelo próprio Davi) do marido daquela mulher, e a reprovação de Deus na vida do ungido do Senhor.

Pedro se acovardou - No momento em que o Senhor Jesus avisou Pedro que o diabo havia pedido para ciranda-lo, peneira-lo, dar voltas ao seu redor (Lc 22.31), o discípulo não acreditou na advertência, caindo no pecado de chamar o Senhor de mentiroso (I Jo 5.10). A seguir, Pedro ainda cometeu outro erro: negou, por três vezes, conhecer o Senhor Jesus, temendo por sua vida-inclusive, ele garantira estar pronto até para morrer pelo Senhor (Mc 14.31) e demonstrara isso ao decepar a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote (Jo 18.10).

Nunca o lançarei fora - Muitas pessoas, por não terem um conhecimento mais profundo da Palavra de Deus, caem, quando passam por situações semelhantes. Algumas se voltam par Deus e, com o coração amargurado e contrito pedem-lhe perdão, e certamente o obtêm. Tais pessoas conseguem superar o problema, voltando à comunhão com o Senhor. Outras, porém, mesmo tendo o testemunho interior do Espírito Santo a respeito de seus erros, sentem remorso, mas não se arrependem. Taís pessoas agem como Judas Iscariotes, que também tinha consciência do seu erro, mas não se arrependeu afastando-se de Deus a ponto de suicidar.

O verdadeiro Evangelho do Reino dos céus tem de ser pregado com toda a profundidade de sua pureza. É preciso diferencia-lo da Lei. Não se pode passar por cima de declarações tão esclarecedoras que partiram dos lábios do Senhor Jesus: Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora (Jo 6.37).
Cristo disse que, de modo algum, Ele lançará fora quem O tenha procurado, podemos alegrar-nos e gritar a plenos pulmões, como fez o apóstolo Paulo, dizendo: Quem nos separará do amor de Cristo?A Tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem potestades, nem o presente, nem o provir, nem a altura, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! (Rm. 8.35,38,39).

Todo aquele que, um dia, ouviu a voz de Deus e aceitou ao Senhor Jesus Cristo como Salvador e Senhor, pode e deve afirmar diante de qualquer insinuação do inimigo, que é impossível ser separado do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

O diabo não pode nem conseguirá – A falta de conhecimento das revelações feitas pelo Senhor Jesus permite ao maligno enganar muitos filhos de Deus. Há alguns, genuinamente salvos, que vivem derrotados, considerando-se caso perdido por não saberem que tudo isso que sentem é pura invencionice do inferno, é mentira e não passa de um pesadelo espiritual.

A pessoa que erra realmente fica em posição espiritual desfavorável, podendo ser atacada por Satanás com todo o tipo de sofrimento, desde uma dor moral até um mal físico, financeiro, familiar, etc. Entretanto, essa pessoa jamais poderá ser arrancada das mãos do Senhor Jesus. Ele garante: As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou lhes a vida e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos (Jo 10.27,28). Todos os que, um dia, ouviram a voz do Senhor e O seguiram estão incluídos nessa declaração. Verdadeiramente, este é o motivo de grande alegria, pois nem mesmo o próprio diabo conseguirá arrancá-los de Deus.

Possivelmente, alguns ainda poderiam ficar indecisos quanto à questão de haver alguma possibilidade de serem arrancados das mãos do Senhor, por isso, Cristo foi mais claro, ao afirmar: Meu pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai (Jo 10.29).O que você diz?

A sinceridade de Paulo - O apóstolo não demonstrou fraqueza ao fazer-se transparente, revelando a luta interior que tratava a respeito do pecado. Paulo demonstrou que isso é comum a todo ser humano, mas há um escape: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça (I Jo 1.8-9).
O que você fará?

Não saia da Graça


Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E, de novo, protesto a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda lei. Separados estais de Cristo, vós os que justificais pela lei; da graça tendes caído. Porque nós, pelo espírito da fé, aguardamos a esperança da justiça. Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas, sim, a fé que opera por caridade.
Gálatas 5.1-6

Com a queda de Adão, o Senhor Deus criou dois institutos para poder abençoara o homem: a Lei e a Graça. De início, Ele nos deu a Lei, que consistia de ordenanças e regulamentos. A Lei operava pela obediência. Era boa, mas, ao mesmo tempo, impossível de ser cumprida completamente. Aquele que não guardasse toda a Lei, tropeçando em um só ponto, ficaria em posição desconfortável e não alcançaria a promessa: Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos (Tg 2.10).
É claro que o Senhor não deu ao homem algo ruim. Naquela época, a Lei era o melhor que poderia ter sido dado. Na verdade, foi fornecida para conduzir-nos a Cristo: De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados (Gl 3.24)

Graça, um melhor instituto - Com a vinda do Senhor Jesus, um segundo e melhor instituto entrou em operação – a Graça. Ela é a Nova Aliança que foi realizada em melhores promessas: Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas (Hb 8.6). A Graça ao contrário da Lei, não é operada pela obediência; ela é operada pela fé.
Como sabemos, a fé não é aquele desejo por certa bênção que, às vezes, surge nas pessoas, as quais fazem de tudo para conquistá-la. A Bíblia nos ensina o que é realmente a fé: Ora a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem (Hb11.1). O Senhor Deus concedeu a todas as pessoas uma certa medida de fé: Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um (Rm 12.3).

O perigo de voltar à Lei - Escrevendo ao gálatas, o apóstolo Paulo, demonstra muita preocupação com o perigo que nossos irmãos da Galácia estavam correndo. Esse mesmo perigo está bem presente em nossos dias: a confiança na Lei, travestida de práticas religiosas.

Naqueles dias, pessoas ligadas ao judaísmo ensinavam aos gálatas que eles deveriam praticar a circuncisão e, naturalmente, todas as demais exigências da religião judaica. O apóstolo Paulo, ao tomar conhecimento desse fato, escreve aos gálatas mostrando-lhes a insensatez de tal prática. Paulo chama a atenção deles severamente para o fato de terem começado pelo Espírito e estarem esforçando-se para terminar pela carne. O apóstolo, na sua Carta àqueles irmãos, no capítulo 3, adverte-os de forma áspera, chamando-os de insensatos: Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? (Gl 3.1)

No capítulo 5 da mesma Carta, o escritor sagrado começa advertindo os nossos irmãos a permanecerem firmes na liberdade: Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão (Gl 5.1). Competia a eles permanecerem na liberdade. Se passassem a observar os reclames da lei, eles ficariam sob o jugo da servidão. Essa mensagem é atual. Todas as pessoas que ouvem a Palavra de Deus e crêem nEla são colocadas sob a graça de Deus, na qual a fé é o único requisito para o poder de Deus operar.

No entanto, não são poucas as vozes que vivem pregando ser necessária certa dose de sacrifício para recebermos as bênçãos que já nos foram dadas gratuitamente no Amado. Esse tipo de pregação é muito perigoso, pois, aqueles que começam a praticar os rituais da obediência, não somente se colocam sob o jugo da servidão, mas também perdem o tratamento de filhos, passando à posição de servos, tornando-se inaproveitáveis na vida cristã: Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará (Gl 5.2).

O zelo do apóstolo pelos gálatas cresce de tal maneira que ele adverte ainda mais: E, de novo protesto a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído (Gl 5.3,4). O amado apóstolo revela que simples fato de obedecer a um “simples” preceito da Lei faz com que a pessoa seja obrigada a guardar toda a Lei. Essa obediência é mais profunda do que parece. Ela é uma opção que, inadvertidamente, a pessoa faz: ela deixa instituto da Graça e se imerge no instituto da Lei. E pior: por este “simples” ato, a pessoa se separa de Cristo. Eu faria qualquer coisa para nunca me separar do Senhor.

A revelação não pára por aí. Paulo, guiado pelo Santo Espírito, informa-nos no versículo 6 capítulo citado que em Cristo Jesus, só a fé possui virtude: Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas, sim, a fé que opera por caridade (Gl 5.6). Se ele estivesse escrevendo nos dias de hoje, certamente que ele o faria do seguinte modo: “Porque, em Jesus Cristo, nem a religião nem sua ausência têm virtude alguma, mas, sim, a fé que opera pelo amor”.

Não saia da Graça - Na Lei, operava a obediência; na Graça, o que opera é a fé. Ela vem ao nosso coração quando ouvimos a Palavra de Deus. Ela afirma que todas as bênçãos de Deus têm, em Cristo Jesus, o sim. Com esta fé, não precisamos sacrificar-nos para ter vida abundante trazida pelo Senhor Jesus; mas, sim, determinar o que quisermos: E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho (Jo 14.13). Compete a você decidir se viverá na Graça, usando a sua fé, ou se voltará ao império da Lei, ao jugo da servidão, aos sacrifícios, às penitências e demais obras da carne.
Todos aqueles que vivem da fé vencem. Todos que vivem da Lei tropeçam. De que modo você viverá?

Faça tudo para não cair da Graça, pois o outro instituto já provou ser insuficiente para justificar-nos diante de Deus. Quanto à Graça, a Palavra de Deus nos fala da sua importância: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus (Ef 2.8).
Vencer, vencer, e nunca perder.

Você já notou as opções que Deus dá a Seus filhos? Vencer ou vencer; perder, jamais. Isso porque o Senhor Jesus, em sua morte, conquistou-nos o direito de triunfar em qualquer situação. Desde o triste momento em Adão deu ouvidos ao diabo, comendo do fruto proibido a humanidade só soube perder. O diabo dividiu o planeta Terra em territórios e os entregou a seus príncipes mais perversos e sagazes.
Estes, por sua vez, agiram de modo extremamente vil e torne, querendo destruir a raça humana.

No entanto, quando o nosso Deus enviou Seu Filho unigênito para morrer em nosso lugar, Ele deu um basta nisso tudo. Nosso Salvador veio, morreu por nós e venceu todas as “autoridades” infernais, despojando-as do poder que o possuíam sobre nós: E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo (Cl 2.15).

Hoje, portanto, os nossos inimigos - Satanás e os seus anjos - já estão destituídos da autoridade que tinham sobre o homem. Podemos, então, vencer, vencer, vencer e nunca perder. Há, em toda Bíblia, 12 versículos que discorrem sobre a vitória e nossa obrigação de sempre triunfar:

1ª - Se ele puder pelejar comigo e me ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e ferir, então, sereis nossos servos e nos servireis (1Sm 17.9).
Esta passagem é a cópia do desafio que o diabo fazia à humanidade. Assim como Davi surgiu e tirou a vergonha que pairava sobre Israel, também apareceu o nosso herói - o Senhor Jesus que à feitura de Davi (o pastor de Israel que tipifica o nosso Salvador), venceu o diabo e, hoje, temos autoridade sobre ele e seus demônios. Em Jesus somos mais que vencedores.

2ª - Então, subiu Rezim, rei da Síria, com Peca filho de Remalis, rei de Israel, a Jerusalém, à peleja; e cercaram Acaz, porém não o puderam vencer ( 2 Rs 16.5). Acaz foi um mau rei de Judá. Livrou-se da morte, porém, por causa do ministério de um verdadeiro homem de Deus: o profeta Isaías (Is 7.1-7). A Palavra garante que ainda que sejamos infiéis, o Senhor permanecerá fiel.
Mesmo que cristão não seja tudo aquilo que o Senhor quer, ele vencerá, se acreditar no que o nosso Deus afirma.
Julgo que não seria necessário lembrar que é infinitamente melhor sermos, conforme Deus deseja que sejamos.

3ª - Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com bem ( Rm 12.21). Não importa o que surja contra a sua vida, só há uma maneira de vencer: não se deixando vencer pelo mal. O inimigo nos sufoca, ameaça-nos, faz de tudo para que aceitamos nossa derrota. Não! Derrota para nós não existe. A vitória de Jesus sobre o inferno foi lançada à nossa conta. É como se nós a tivéssemos conquistado pessoalmente. Para triunfarmos, basta que nos firmemos na Palavra, vencendo o mal com o bem.

4ª - Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus (Ap 2.7). Quem tem ouvidos... Muitas pessoas não dão a menor importância para os assuntos espirituais, por isso nunca vencerão. Para quem perder não haverá recompensa, mas para aquele que vencer sim. Ele terá oportunidade de comer da árvore da vida que está no meio do paraíso do Senhor. Depois do pecado, ela foi guardada por uma espada flamejante para que o homem não comesse de seu fruto e vivesse eternamente em condição de pecado. Ela é a sabedoria e o conhecimento de que precisamos para viver vitoriosamente (Pv 3.13-18).

5ª - Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte (Ap 2.11). A primeira morte ocorreu após o pecado de Adão. Nela, o homem foi separado de Deus e, até hoje, sofremos as conseqüências. A segunda morte é a destruição eterna, quando a própria morte e o inferno, com o diabo e os seus anjos, bem como as pessoas que não se convertem, serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 20.14). Todos os salvos serão poupados da segunda morte, viverão eternamente com Deus. Note que texto chama os convertidos de vencedores. Portanto, todo salvo é um vencedor.

6ª - Quem tem ouvidos ouça o que Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão que o recebe (Ap 2.17). O vencedor terá o direito de comer de um alimento que hoje está oculto. Sem dúvida, essa comida o fará sábio e forte o suficiente para toda eternidade. Ele receberá um fundamento sem qualquer contaminação, sem interferência do inimigo. Nesse fundamento, encontrará um novo nome, que ninguém conhecerá jamais, senão ele próprio.

7ª - E ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações (Ap. 2.26). Além de vencer, o cristão deve guardar até o fim as obras do Senhor. É um erro grave desprezar as obras que Ele fez em nosso lugar. Obter o perdão dos nossos pecados, ser curado e vencer todos os problemas, além de serem coisas boas, são obrigações de todo cristão. Jesus pagou um preço muito alto para que a nossa salvação fosse completa: Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados (Is 53.4-5).

8ª - O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos (Ap 3.5). O Senhor nos conta a respeito de uma pessoa, a qual estava em Sua festa, mas que não usava vestes apropriadas para tal ocasião, e por isso, foi lançada fora: E disse-lhe: amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos (Mt 22.12-14). Aquele que sabe que é vencedor jamais correrá o risco de ser lançado fora, pois será vestido pelo próprio Senhor da festa. Seu nome estará gravado perpetuamente no livro de registro dos filhos de Deus.

9ª - A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome (Ap 3.12).
Mesmo ciente do conteúdo deste versículo, há ainda muitas pessoas brigando, em busca de um poder temporal, quando, na verdade, podemos vencer, vencer, vencer, e nunca perder aquilo que realmente nos interessa: o Reino de Deus.

10ª - Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono (Ap 3.21). A Bíblia nos informa que aquilo que a mente nunca pensou, os olhos nunca viram e os ouvidos jamais ouviram é o que o Senhor tem preparado para aqueles que O amam (1 Co 2.9). Partilhar da glória e do domínio do Senhor é privilégio apenas dos vencedores.

11ª - E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer (Ap 6.2).
Todo aquele que se firma na Palavra de Deus deve vencer e nunca perder.

12ª - Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho (Ap 21.7). Por que esperar mais? Tendo consciência de todas as vantagens que terá, sendo um vencedor, se você for desclassificado, a culpa será inteiramente sua. Veja o que acontecerá com aqueles que não vencerem: Mas quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte (Ap 21.8).
Eles não se prostram mais?

E os espíritos imundos, vendo-o, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és Filho de Deus (Mc. 3.11).

Desde a queda no jardim do Éden, o diabo agia aqui em nosso mundo como se dele fosse o dono. Usava as pessoas, criadas à imagem e semelhança de Deus, para a realização dos seus mais sujos propósitos. Ninguém o combatia. Era como se ele fosse intocável, ou, na opinião de alguns teólogos modernos, não existisse; como se o mal fosse o próprio homem. Até que, em Belém de Judá, nasceu o Prometido, Aquele que tinha como missão destruir as obras do diabo, o pecado, a doença e todo o tipo de sofrimento, libertando completamente das garras do diabo o homem, que, por um único ato, porém consciente, tornara-se escravo do maligno. Cristo iniciou uma nova era, a partir da qual a obra de Deus deveria ser feita conforme o modelo exibido. Contudo, a lição não foi seguida, e a transformaram em mais uma religião.

Antes de Jesus – Durante quatro mil anos, pessoas iguais a nós viveram sem ter a oportunidade de se livrarem da ação dos espíritos malignos. Eles agiam impiedosamente, fustigando as pessoas com todo o tipo de sofrimento. A única maneira de se escapar da incessante ação dos espíritos maus era obedecer completamente à Lei de Moisés, o que era praticamente impossível. Não havia jeito: o pecado trouxe a morte – a natureza de Satanás-, a qual passou a todos os homens, pois todos pecaram em Adão. O apóstolo Paulo garantiu que a morte reinou aqui, neste mundo (Rm 5.14,15). Homens santos de Deus, pagando um preço altíssimo, viveram piedosamente e profetizaram que um dia isso teria fim. Isaías afirmou: Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará a luz à um filho, e será o seu nome Emanuel (Is 7.14). Emanuel, que significa Deus conosco, era tudo que o homem precisava; Deus viria habitar com ele de novo.

A jovem Maria, escolhida para trazer ao mundo o nosso Salvador, ao ouvir o Santo Espírito falar a ela por meio de Isabel, profetizou: (...) depôs do trono os poderosos, e elevou os humildes; encheu de bens os famintos, despediu vazios os ricos (Lc 1.52-53).

Nos dias de Jesus – Ele veio para cumprir a vontade de Deus. Logo, ao iniciar o Seu ministério, deixou claro ao diabo quem iria mandar aqui. Em todos os lugares Ele anunciava às pessoas que o Reino de Deus havia chegado. Convidava aqueles que estavam sofrendo de qualquer mal para se dirigem a Ele, garantindo-lhes que seriam libertos.Creditava o poder e autoridade que possuía à unção do Santo Espírito sobre Sua vida. Para Ele, o que fazia a diferença era crer em Deus, pois, ensinava que tudo é possível ao que crê. Os espíritos malignos, ao vê-Lo, prostravam-se, diante dEle e O confessavam como o Cristo, o Filho de Deus. Ele simplesmente os repreendia e mandava que se calassem.

Que dias maravilhosos eram aqueles na face da Terra! Pela primeira vez, o homem não precisava mais temer o inimigo; os doentes tinham a quem recorrer e os sofredores eram libertos, pois a mão poderosa do Senhor Deus estava sobre todos. A fé era o único meio de as pessoas se aproximarem de Deus, e serem atendidas com eqüidade. Elas se sentiam grandes, pois podiam viver livres de temores, planejar o futuro e servir a Deus verdadeiramente.

Antes de voltar ao céu, de onde viera, o Senhor reuniu os Seus discípulos – Seus alunos, que passaram três anos a Seu lado aprendendo a fazer a obra do Pai – e lhes disse: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão (Mc 16.15-18).

Estava feito. Os discípulos deveriam ir para todos os lugares e anunciar as Boas Notícias às pessoas: O Reino de Deus havia chegado. O diabo estava envergonhado; ele não foi vencido somente naquele momento da crucificação, pois a obra é eterna. Os seguidores dAquele que o derrotou passaram a informar ao mundo que o cativeiro havia acabado, os doentes podiam ser curados pela fé em Jesus, os problemas resolvidos unicamente crendo-se na Palavra de Deus. Eles receberam o poder quando o Espírito Santo desceu sobre eles.

Nos nossos dias – O ministério do Senhor Jesus deveria estar repetindo-se hoje. Homens e mulheres chamados pelo Senhor Deus deveriam, em todas as partes, fazer a vontade do Senhor; não só os pregadores, mas todos aqueles que ouvem atentamente as Boas Novas. Mas não é o que se vê.

A missão do Senhor foi tristemente transformada em religião, poder secular e político. Por todo mundo, o diabo tem conseguido enganar uma série de pessoas a quem o nosso Deus tem chamado, salvado, santificado, preparado, ungido e enviado a fazer Sua obra. Eles começam bem, mas o arquiinimigo coloca em seus corações que, atualmente, as coisas são diferentes; já não se pode fazer o mesmo que o Senhor Jesus fazia; o homem mudou; os demônios são figuras de retórica, e, portanto, não devem ser expulsos. Que tragédia!

Que decepção tem sido para o Senhor Deus ver aqueles que deveriam ser representantes do Senhor Jesus, diante dos quais os espíritos malignos se curvariam reconhecendo a soberania do Evangelho, estarem promovendo esses seres derrotados, enlameando o Nome do Senhor com suas atitudes sujas e erradas. Os escândalos se sucedem, o poder político está corrompendo desde as mais baixas às mais altas lideranças do povo do Senhor. A estes nunca é demais lembrar a advertência do Senhor Jesus: Ai do mundo, por causa dos escândalos. Porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem (Mt 18.7).

Um apelo – Meus prezados irmãos em Cristo, neste ano, teremos eleições. Serão muito tentadoras as oportunidades que o mundo oferecerá. Ser alguém diante dos homens é fascinante. Mas, se quiserem agradar ao Senhor, esqueçam as propostas do príncipe deste mundo. Que cada um fique na vocação em que foi chamado. Não é hora de nos promovermos, mas de promovermos o Reino de Deus. Essa é a nossa oportunidade de fazer com que os demônios voltem a prostrar-se diante do nosso Salvador. Temos uma missão muito mais elevada a realizar do que ficar brigando pelo poder político que, mais cedo, ou mais tarde, acabará. Mas aquele que fizer a vontade do Senhor ficará para sempre. É hora de fazer os demônios voltarem a curvar-se diante do nosso Senhor.

Acorde povo do Senhor. A lição deve ser assumida e feita da maneira que Ele nos ensinou. Se Ele quisesse, teria sido coroado rei de Israel, mas preferiu sofrer nas ruas pregando a Verdade e libertando o povo a ser colocado no palácio para “gerir” as coisas desta vida. Por causa da Sua obediência foi promovido o Rei dos Reis. Para aqueles que se decidem a fazer unicamente à vontade de Deus, o Senhor Jesus informa: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel (Mt 19.28).
Não descarte a sua fé

Fé, um dos assuntos mais mal entendidos entre o povo. Até mesmos pregadores não sabem o que é fé. Uma vez estava reunido com alguns pastores e pedi que me definissem fé. Eles simplesmente emudeceram. Como insisti na pergunta, um deles se aventurou dizendo assim: "Fé é quando a gente crê muito", o que não é verdade.
Os dicionários não conseguem explicar o que é fé.
Para os eruditos, é sinônimo de crença, por exemplo: fé batista, fé católica etc.
Só existem duas explicações para fé. Elas estão escritas em Hebreus 11.1 em que se lê: Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.

Temos aí, então, o significado de fé. Primeiro, ela é uma certeza, um firme fundamento que vem ao nosso coração quando ouvimos a Palavra de Deus. Segundo ela é a prova (o documento) daquilo que não se vê. A pessoa que recebe a fé tem uma certeza de aquilo que Deus prometeu já lhe pertence e, ao mesmo tempo, essa certeza lhe dá condições de confessar que já tem a bênção, pois ela é a prova - o documento de propriedade da bênção.

Não se adquire fé orando, nem se transmite de pessoa a pessoa. Diz a Bíblia que ela vem ao nosso espírito quando ouvimos a Palavra de Deus: De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm 10.17)

A importância da fé - Ela é de fundamental importância. Sem ela, ninguém conseguirá nenhuma bênção. É como um caminho que abrimos para que o Senhor Deus venha operar em nossa vida: Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que buscam (Hb 11.6)

A fé é a sua sorte, a sua vida. Nunca, em hipótese alguma, a descarte. Quando alguém pregar a Palavra, ou você ler a Bíblia, fique bem atento, pois é nessa hora que o Senhor fala ao coração. Aquilo que Deus lhe mostra por meio da Palavra a revelação que faz com que você se sinta poderoso, a certeza de que certa benção é sua, tudo isso você precisa para tomar posse, e ser bem sucedido. Sem essa certeza, não adianta entrar na batalha, achando que vai vencer e que, de algum modo, Deus vai ajudá-lo. Mas, se tiver em seu coração, já pode confessar a vitória.

O exemplo de Abraão - Muito jovem o Senhor o chamou para sair da sua terra e ir para outra que Ele mostraria: Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma benção. (Gn 12.1,2) Confiando no Senhor, ele partiu, com sua jovem e bonita mulher, e peregrinou em Canaã como se fosse terra estranha. Mas ele tinha um problema: a sua mulher era estéril. No entanto, o Senhor havia dito que faria dele uma grande nação.

Os anos foram se passando e Deus não havia ainda curado a sua esposa. Certa vez, em um reino, houve um incidente: Abraão quase perdeu Sara. Com a intervenção do Senhor, ela foi-lhe restituída e o rei daquele povo contou-lhe que todas as mulheres do seu reino eram estéreis. Abraão rogou ao Senhor por aquele povo e Deus, então, curou todas as mulheres, mas a sua continuava estéril. Com a atitude de um verdadeiro servo de Deus, ele não resmungou nem murmurou; continuou crendo em Deus.

O tempo passava e nada da promessa ser cumprida. Ele estava com 86 anos e Sara com 76. Humanamente falando, era impossível serem pais. Sara teve uma fraqueza e pediu a Abraão que tivesse um filho com Hagar, sua serva, (hoje conhecida como mãe de aluguel). Sara prometeu-lhe que aceitaria o filho de Hagar como se fosse dela. Abraão cedeu e, então, nasceu Ismael, que lhe deu muito orgulho. Mas o Senhor disse-lhe que aquele não seria o herdeiro da promessa, e sim o que dele e de Sara haveria de nascer.

Abraão estava com 99 anos e Sara com 89. Do ponto de vista humano, era completamente inviável que lhes nascesse um filho. O Senhor visitou de novo Abraão e disse-lhe: Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, aparecera o Senhor a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito (Gn 17.1). Em outras palavras, o Senhor disse: "Eu não tenho problemas. Se ainda não cumpri a promessa é por sua causa. Eu sou o Deus Todo-poderoso - Aquele que tudo pode. Acerte-se na vida. Anda em minha presença e sê perfeito e Eu farei a obra".
Abraão creu naquelas Palavras e foi tomado por uma alegria indescritível: Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? (Gn 17.17). E o Senhor Deus cumpriu a promessa.

O que permitiu a Deus cumprir a promessa? Foi a atitude de Abraão. Ele assumiu o que o Senhor havia lhe dito e não permitiu que o diabo anulasse a fé que havia no coração dele. E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando certíssimo de que ele tinha prometido também era poderoso para fazer (Rm 4.19-21)
Examinando a atitude de Abraão, vemos que há muito a fazer, desde o momento em que recebemos a fé até quando milagre ocorre:
1°- Ele não enfraqueceu na fé.
2º- Não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, nem para o amortecimento do ventre de Sara.
3°- Não duvidou da promessa de Deus.
4º- Foi fortificado na fé, dando glória a Deus.
5º- Estava certíssimo de que o Senhor era poderoso para fazer o que prometera.
Em outras palavras: ele não descartou a fé. Ele se estabeleceu nela e pôde, dessa maneira, permitir ao Senhor Deus que cumprisse na vida dele o que havia anunciado.

A sua participação é importante - Nunca descarte a fé que vem ao seu coração quando você ouve a Palavra de Deus. Ela é como um ministério e sempre será um desafio. Ela é parte dEle na sua vida. Com fé, você vencerá. Ela é, em suma o que Deus fará por você e o que você faça. No dia do julgamento, você vai prestar contas da fé que o Senhor colocou no seu coração.
É você quem faz a obra

O desconhecimento de quem somos e do que podemos fazer é a causa do sofrimento de muita gente que, apesar de ser de Deus, vive derrotada, pedindo ajuda ao Senhor: O meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento (Os 4.6).

Há no livro de atos dos Apóstolos um exemplo de como alguém que não participava diretamente do ministério da Palavra foi usado pelo Senhor Deus para a realização de maravilhas: E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo (At 6.8).

Qual era o segredo de Estevão? Seria um dos privilegiados do Senhor? Não, Deus não privilegia ninguém. Posso afirmar que ele é um símbolo de cristão normal.
Esse nosso irmão do passado havia se convertido, aceitando ao Senhor Jesus como Salvador, e O servia de coração aberto, até que um dia foi chamado para cooperar no trabalho do Senhor na parte material. Sua escolha partiu dos apóstolos, que estavam sobrecarregados com a distribuição de alimentos entre as viúvas gregas e hebréias, de modo que precisavam de auxiliares para os ajudar naquele trabalho.

Chegaram à seguinte conclusão: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra (At 6.2-4).

Eles resolveram eleger pessoas para cuidar da parte material da obra de Deus, a fim de que pudessem se dedicar somente ao ministério da Palavra e da oração, pois isso é o que todo ministro do Evangelho deve fazer.
Dentre os eleitos estava Estevão que, apesar de ter sido nomeado administrador material não desprezou a vida espiritual. Serviu ao Senhor e à Sua Palavra, a ponto de se encher de fé e poder. Ele conseguiu os dois elementos que tornam uma pessoa serva operante no Reino de Deus.

A fé é definida em Hebreus 11.1 como o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem. Ninguém se enche de fé por acaso, ou por decisão particular do Senhor. A fórmula bíblica para se conseguir fé é a seguinte: A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm 10.17). Pode-se afirmar que, quanto mais ouvimos a Palavra de Deus, mais adquirimos fé.

Quanto à fórmula para se receber o poder de Deus, ela também se encontra na Bíblia: Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto de Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra (At. 1.8).
Bom seria se todos fossem batizados no Espírito Santo; assim, todos teriam plenitude do poder celestial. Além de todas as bênçãos que o não-batizado perde, a Palavra diz que quem não tem o Santo Espírito não é de Deus (Rm 8.9).

Não se desespere – É possível que algum leitor, que já aceitou Jesus como Salvador, mas ainda não foi batizado no Espírito Santo, esteja pensando: “Não tenho poder algum, pois ainda não sou batizado no Santo Espírito”. Não é bem assim.
É verdade que a plenitude do poder vem com o revestimento do Espírito Santo, e isso é uma das melhores coisas que podem acontecer com qualquer filho de Deus. Mas, os que ainda não são batizados não devem deixar o inimigo engana-los, pois há uma boa notícia. Em 1 Coríntios 1.18 está escrito: Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

Aqueles que ainda não são salvos não entendem como servimos a Deus. Para eles, é loucura a nossa dependência a Ele. Não sabem que nos sentimos em plena liberdade pelo simples fato de não sermos escravos do pecado e dos maus pensamentos. Não entendem, tampouco, que verdadeiramente somos curados; prosperamos e resolvemos nossos problemas por meio das palavras.

Tudo isso, para os que perecem, soa como loucura, insensatez, falta maturidade. Mas, para nós praticantes da fé, é o mais sensato.
Para quem crê, a palavra da cruz é o poder de Deus, independentemente da pessoa já ter sido batizada ou não no Espírito Santo. A palavra da cruz é a mensagem do Evangelho que ouvimos e abraçamos. Ela traz consigo a fé e o poder de Deus a quem lhe dá ouvidos. Claro que o inimigo se esforça para que não entendemos dessa maneira e para que vivamos afastados da realidade, pois, só assim, ele poderá continuar a nos atacar. Mas isso não deve ocorrer mais na sua vida. A partir de agora, use o poder que você possui em Cristo e exija que o diabo bata em retirada de sua vida; não permita que fique nada do que pertence a ele em você. Entenda bem: quando você deu ouvidos ao Evangelho, você recebeu a palavra da cruz, a mensagem do que foi realizado lá no calvário em favor da humanidade. Essa palavra lhe deu fé e poder necessário para que você se tornasse um vitorioso.

É você quem faz a obra - Você já tem em sua vida a fé e o poder necessários para fazer a obra de Deus. Então, realize-a agora mesmo.Voltando a Atos 6.8, vemos que Estevão fazia prodígios - coisas extraordinárias - e sinais entre o povo. O texto não diz em momento algum que Deus agia no lugar de Estevão. Quem está cheio de fé e de poder não só está autorizado a fazer o mesmo que Estevão, mas também a repetir os milagres do próprio Senhor Jesus em Seu ministério terreno, e até coisas maiores: Na verdade, voz digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque estas, porque eu vou para meu Pai.(Jo 14.12).

Todo aquele que recebe a palavra da cruz pode e deve fazer o mesmo que o Senhor Jesus fez. Quem está cheio de fé de poder está autorizado pelo Senhor a agir em Seu Nome, realizando os mesmos milagres, expulsando demônios e abençoando o povo como Ele faria se estivesse aqui em nosso meio. Isso funciona agora, aí mesmo onde você se encontra. Então, levante-se e, neste momento, tome posse da sua bênção. Repreenda o inimigo que o está perturbando, mande que o mal saia imediatamente. Não aceite dor ou enfermidade alguma em seu corpo.

Se você, agora, agir em Nome de Jesus, pode estar certo de que acontecerá tal como se fosse o próprio Senhor Jesus que estivesse agindo pessoalmente. O Nome dEle nos seus lábios tem o mesmo poder.
Não deixe de dar louvor ao Senhor.

• Anjos e demônios
Missionário, no livro de Daniel relata que o rei da Persa (o diabo) impediu do anjo Gabriel dar a resposta às orações dele por 21 dias e foi necessário o anjo Miguel vir ajudá-lo. Minha pergunta é o seguinte: hoje que Jesus já morreu e ressuscitou nos dando a vitória, há possibilidade do diabo impedir de um anjo vir dar a resposta aos filhos de Deus como nos dias de Daniel????


Resposta: Não, de maneira nenhuma. Em Efésios 1.17-23 e em Colossenses 2.15, a Palava de Deus afirma categoricamente que todos os poderes das trevas foram vencidos pelo Senhor Jesus e Lhe estão sujeitos. É por isso que podemos expulsar demônios (Lc 10.19). A versão Almeida Atualizada diz que o Senhor Jesus expôs o diabo e seus anjos ao desprezo, quando triunfou deles na cruz (Cl 2.15). Portanto, só se submete à opressão e às ingerências dos demônios aqueles que ignoram a obra do Senhor Jesus. Evangelho é exatamente a boa-notícia de que o domínio do diabo acabou, para aqueles que crêem no Nome do Senhor Jesus e vivem por Sua Palavra.